O abuso de substâncias constitui uma perturbação do
comportamento caracterizada pelo desejo ou necessidade
compulsiva da procura de um tóxico, quer pelos efeitos
benéficos, quer para suprimir os efeitos psíquicos desagradáveis
do desmame. A finalidade pretendida por quem faz um uso errado
e/ou abusivo das substâncias é, sobretudo, modificar o seu
estado de humor, as percepções e os estados de consciência.
Deste modo, a perturbação da saúde mental está sempre subjacente
ao abuso de substâncias.
Adolescência:
É o período da vida do ser humano que vai do fim da infância
até ao início da idade adulta. Este é marcado por diversas
mudanças físicas e psicológicas, principalmente na área da
sexualidade.
Afectividade:
Engloba estados ou experiências subjectivas tão diversas como
as paixões, as emoções, os sentimentos, a ansiedade, a angústia,
a tristeza, a alegria, bem como as sensações de prazer e de dor.
Afecto:
Estado subjectivo, vago, penoso ou agradável, podendo
exprimir-se maciçamente ou sob a forma de um cambiante ou
tonalidade.
Alucinação:
de difícil descrição, as alucinações são frequentemente
definidas com a ajuda de metáforas como “vozes interiores”,
“palavras sem som”,“vozes sem ruído”, tendo em conta que não
possuem um carácter de exterioridade. Isto é, são percepções
internas puramente intelectuais.
Angústia:
Em termos clássicos, é definida como um medo sem objecto e
ligada a uma perda, existente ou antecipada. É a Freud que se
deve a descrição das manifestações da angústia, com destaque
para a inquietação crónica, o ataque de angústia, os
equivalentes físicos, as obsessões e os medos ilegítimos e
selectivos denominados por fobias, e as obsessões. A angústia
está presente numa grande variedade de alterações do estado
mental, como os estados depressivos, psicoses agudas, estados
esquizofrénicos, entre outras. A angústia, primária ou
secundária, isolada ou associada a dispositivos de fuga (fobia)
ou de luta (obsessão), apresenta características idênticas. Em
regra, distingue-se a angústia psíquica da angústia física.
Anorexia:
É uma perturbação marcada pela restrição alimentar. Nem
sempre implica perda de apetite, podendo afirmar-se que se trata
de uma recusa alimentar deliberada. As síndromas de anorexia
mental, típicas do segundo semestre de vida e da adolescência,
são complexas e multi-determinadas. A anorexia mental, na
adolescência, normalmente feminina, comporta, para além do
emagrecimento, a obsessão de engordar, com ausência de
inquietação com o emagrecimento, hiperactividade e amenorreia.
Os conflitos intra-familiares são muitas vezes frequentes nestes
casos. Devido à sua gravidade, este quadro justifica uma acção
terapêutica especializada.
Ansiedade:
Emoção gerada pela antecipação de um perigo vago, de difícil
previsão e controlo. Transforma-se em medo face a um perigo bem
identificado. A ansiedade faz-se acompanhar por modificações
fisiológicas e hormonais características dos estados de
activação elevada e, muitas vezes, está associada ao
comportamento de conservação-retirada ou a condutas de
evitamento. As perturbações ansiosas incluem as fobias (medo
irracional e excessivo), as crises de angústia ou ataques de
pânico, a ansiedade generalizada, manifestações obsessivas e
compulsivas e a ansiedade pós-traumática.
Atraso Mental:
Termo geral que, actualmente, traduz o atraso mais grave no
desenvolvimento intelectual da criança. Pode tratar-se de uma
insuficiência maciça ou de uma paragem muito precoce do
desenvolvimento das capacidades intelectuais, associada
normalmente a indivíduos com sérias dificuldades de autonomia e
de adaptação social fora do meio familiar ou fora de um meio
protegido (instituições especializadas). A fala é inexistente ou
rudimentar e as suas aquisições não ultrapassam as da primeira
infância.
Autismo:
Recolhimento fixo e generalizado sobre o mundo interior do
sujeito que recusa assim o contacto com o mundo exterior.
Aparece, por vezes, desde o 1º ano de vida e exprime-se por uma
incapacidade em estabelecer relações normais com os que estão à
volta (indiferença), estereotipias (comportamentos repetitivos),
assim como uma fala bizarra e cerrada.
Autodestruição:
Manifestações de tendências suicidárias, de tentativas de
suicídio, passagens ao acto, perda da respeitabilidade de si
mesmo… Há quem considere (nomeadamente suicidólogos) que existem
alguns traços comuns nos indivíduos autodestrutivos: morosidade,
depressão, alienação, angústia e uma exposição ao risco
suicidário, que varia com a idade, sexo e posição social.
Auto-Estima:
É uma implicação do valor que uma pessoa atribui aos diversos
elementos do conceito que ela tem de si mesma (componente
avaliativa ou afectiva do auto-conceito). Este valor resulta de
processos de interiorização e de comparações sociais mais ou
menos selectivas.
Auto-mutilação:
Conjunto de configurações motoras, destrutivas, inflingidas
pelo sujeito ao seu próprio corpo. Podem ser divididas em dois
subgrupos de comportamentos: os comportamentos auto-mutiladores
primitivos, mutilações de intensidade variável, frequentes até à
idade de dois anos, e que desaparecem normalmente depois
(mordeduras, arranhadelas, roedura de unhas) e os comportamentos
automutiladores estruturados e orientados, mutilações sempre
intensas, quer pela sua repetição quer pela sua força, que é o
sinal de uma patologia como as espectaculares cabeçadas contra
as paredes das crianças privadas de cuidados maternos ou dos
sujeitos psicóticos. Qualquer que ela seja, a automutilação é
considerada geralmente uma conduta auto-agressiva, associando-se
ou não a condutas heteroagressivas, mas também como uma conduta
de comunicação social (em particular pelos etologistas). Uma
generalização desta noção fez entrar toda uma série de condutas
complexas como por exemplo as tentativas de suicídio, no campo
funcional da intenção automutiladora.
Quadro caracterizado por episódios recorrentes de ingestão
compulsiva de alimentos. A ingestão alimentar é quase sempre
solitária, mais ou menos impulsiva, realizada por vezes sem
prazer. É percebida como uma necessidade irreprimível. É uma
descarga que tem uma função antidepressiva, ansiolítica e,
sobretudo, de evitamento da actividade de pensar e sentir, mas
ela é seguida por sentimentos de vergonha e de humilhação.
Expressão de exigências internas inconciliáveis, tais como
desejos e representações opostas ou, de modo mais específico,
forças pulsionais antagonistas. Pode ser manifesto ou latente
(neste caso o sintoma é a expressão manifesta dessa realidade
latente).
Confusão mental:
Estado psíquico patológico caracterizado por uma “turvação”
da consciência, uma desorientação espácio-temporal, um delírio
onírico alucinatório e uma perturbação da memória. Num estado de
confusão mental, o indivíduo pode desorientar-se no tempo, no
espaço ou em relação a si próprio, podendo mesmo actuar como se
estivesse noutro local e noutro tempo. Em termos gerais, a
confusão mental é frequentemente interpretada como uma
perturbação da consciência, remetendo assim a uma perturbação
que afecta as relações do indivíduo com a realidade e com a sua
história.
Culpabilidade:
A culpabilidade é um termo normalmente associado ao
sentimento de ser o responsável pela ocorrência de determinada
circunstância. Refere-se quer ao estado do indivíduo
confessamente culpado, quer ao sentimento de culpa ligado à
transgressão de um interdito ou violação da regra moral.
Todavia, o sentimento de culpa é muitas vezes infundado e pode
levar a que a pessoa desenvolva patologias mentais marcadas, por
vezes, por delírios de auto-acusação ou tentativas de
autopunição. Noutras situações, a culpabilidade está mascarada
por sintomas ansiosos e fóbicos.
Trata-se de actividades agressivas e nocivas legalmente
reprimidas. São condutas sintomáticas complexas e
multidimensionais, cuja significação varia entre um simples
apelo e a expressão de uma perturbação psicopática. Revela
essencialmente uma patologia da identidade, do vínculo e dos
limites. Contudo, durante a adolescência ela tem em geral um
carácter transitório e reactivo.
Descompensação:
Em termos gerais, refere-se a um estado de crise ou a
qualquer mudança brusca no equilíbrio das estruturas mentais
habituais.
Dislexia:
Perturbação patológica do mecanismo da leitura que se
processa com deformações, lacunas e erros; por extensão, toda a
perturbação na identificação, compreensão e reprodução de
símbolos escritos.
Doença Mental:
Pressupõe a falha parcial ou total, temporária ou permanente
do equilíbrio das estruturas mentais. Em sentido lato, o
conceito de doença mental baseia-se no sofrimento, na falha e na
perda de relações. De um modo geral, estar doente mentalmente. O
comportamento de doença implica: a existência de queixas, o
sentimento prático de medo, de insegurança, de dependência, de
necessidade de apoio, defesa, necessidade de tratamento e pedido
de ajuda. Deste modo, a promoção da saúde mental passa sobretudo
por uma compreensão e análise das dificuldades emocionais e
relacionais e ainda por dotar o indivíduo ou pessoa de novas
formas de se pensar a si e das relações que mantém com os
outros, para que possa elaborar e transformar o seu sofrimento.
Dor:
Afecto que se experiencia quando se dá um dano narcísico
dentro do ego. Ocorre, por exemplo, no contexto da perda de um
objecto de amor, quando quantidades de libido dentro do ego se
afastam da ideia do objecto real. É um sinal que alerta o ego
para um dano ou uma perda possível (Szasz). A depressão, sendo
uma das respostas possíveis à dor, surge quando falha a resposta
entendida como normal: a agressividade, dirigida à fonte de dor.
Trata-se de um estado afectivo, em que não se detecta de todo
a compreensível afecção relacional, dando à pessoa a sensação de
não ter sentimentos, como se estivesse alheio aos sinais do
contexto relacional, persistindo indiferentemente na sua
actividade, como se fosse um “robot”, por perda da natural
empatia e da co-vivência da intencionalidade dos outros.
Encoprese:
Falta de controlo do esfíncter anal. Na criança, a encoprese
só pode ser definida quando este ultrapassa a idade normal para
o controlo do esfíncter.
Enurese:
Emissão de urina de carácter involuntário e inconsciente,
normalmente durante o sono, em crianças com uma idade em que
seria esperado que já tivessem adquirido o controle completo
desta função.
Evitamento:
Em psicopatologia designa uma atitude ou conduta destinada a
afastar-se de uma situação ou a impedir a produção de um
pensamento ou acto, porque são geradores de angústia.
Supondo o seu carácter mórbido testemunha uma incapacidade do
sujeito em se comprometer no desempenho da totalidade de uma
acção. Traduz-se muitas vezes numa agitação motora muito elevada
e numa incapacidade de manter a concentração em tempo suficiente
para a conclusão de uma determinada tarefa.
Hipocondria:
Interpretação irreal de sensações ou de sinais físicos
experimentados como anormais e que conduzem ao medo ou à
convicção de sofrer de uma doença. O hipocondríaco tem a
tendência para determinar as causas das doenças das quais pensa
sofrer.
Histeria:
É um quadro neurótico caracterizado por uma
hiper-expressividade das ideias, imagens e emoções
inconscientes. Os sintomas psicomotores, sensoriais ou
vegetativos constituem os fenómenos de conversão. A
personalidade subjacente manifesta-se pela sugestionabilidade,
teatralismo e perturbações de natureza sexual.
É o domínio da imaginação criadora, que se traduz em
diferentes representações sensíveis dos objectos reais ou de
situações vividas: sonhos, mitos, obras de arte. Do ponto de
vista psicanalítico menciona-se para além do sonho, o fantasma,
e o tema do romance familiar.
Impulsividade:
Disposição para condutas que remetem para a falta de
controlo. É um comportamento súbito, brusco, inesperado, que com
frequência se pode até tornar perigoso e que é percebido pelo
indivíduo como uma necessidade imperiosa, de difícil controlo. O
afecto que está associado a este tipo de conduta, é normalmente
intenso, mas de natureza diversa (por exemplo, sexual ou
destrutiva: o atentado ao pudor, o consumo de tóxicos , o roubo,
o incêndio, o assassínio, a automutilação, o suicídio).
Insucesso Escolar:
É um termo utilizado no âmbito do sistema de
ensino-aprendizagem, para caracterizar o fraco rendimento
escolar dos alunos que, por razões de vária ordem, não puderam
alcançar resultados satisfatórios no decorrer ou no final de um
determinado período escolar e, por conseguinte, reprovaram. Os
factores de insucesso escolar podem ser de três ordens: factores
que se referem ao ambiente social dos alunos, à estrutura
escolar e às características individuais do aluno.
O luto constitui a reacção à perda (morte, separação, entre
outras). Tem inúmeras expressões: o vazio, o medo, a dor
(intensa), a tristeza, a agressividade, a fúria, a não-aceitação
da realidade, as “fugas para a frente”, a depressão, os
pesadelos, os comportamentos aditivos, entre outras.
Tendência para virar contra si os afectos, atitudes e
percepções negativas, devido à ilusão que o processo nos dá de
controlarmos melhor as situações perturbadoras.
Maus tratos:
Os maus tratos podem remeter quer para violência física, quer
para a violência psicológica. Abusos físicos, violências
psicológicas e negligência (onde se inclui a carência de
cuidados) constitui um problema muito frequente e de
consequências muito graves. Estas consequências podem ser de
diversas ordens: bloqueios no crescimento, atrasos psicomotores
ou perturbações do comportamento. Umas são de ordem física:
enurese, encoprese, perda de apetite; outras são de ordem
emocional: dependência, depressividade, dificuldades
relacionais, mas também sentimentos de culpabilidade, um
sentimento de profundo medo ou aflição; outras de ordem
cognitiva: dificuldades de atenção e perseverança, atraso
intelectual; e ainda de ordem comportamental: delinquência,
agressividade, prostituição, condutas autodestrutivas, etc.
Mecanismos de defesa:
“Freud designa com este termo o conjunto dos sistemas de
protecção do Ego, contra as agressões internas (de ordem
pulsional) e externas, susceptíveis de implementar fontes de
excitação e, consequentemente, de se constituírem como fontes de
desprazer. Com Anna Freud a noção de mecanismo de defesa
constitui-se como um conceito central na teoria analítica. Para
esta autora os mecanismos de defesa «intervêm contra as
agressões pulsionais, mas também contra todas as fontes
exteriores de angústia, incluindo as mais concretas. O
desenvolvimento desta perspectiva globalizante implicou (…) que
(…) o objectivo da psicanálise passou a consistir em ajudar as
defesas da pessoa a consolidar a sua integridade” (Rui Paixão, Manual
de Psicopatologia Infantil e Juvenil, 2002).
.
Medo:
Refere-se a uma emoção desencadeada por um estímulo que tem
valor de perigo para o indivíduo. Existem condutas opostas
associadas ao medo, que vão da fuga à imobilidade. Contudo,
trata-se de uma reacção emocional adaptativa, mas toma formas
patológicas quando a imobilidade resignada predomina sobre as
condutas activas possíveis, quando a emoção se generaliza
exageradamente (como por exemplo, nas fobias), ou quando se
instala no tempo muito para lá do momento em que o indivíduo
está efectivamente exposto ao perigo, quer por antecipação, quer
por persistência do estado emocional (ansiedade, angústia…).
Melancolia:
Afecção mental caracterizada por uma depressão mais ou menos
acentuada, um sentimento de incapacidade, de tristeza e de
indiferença afectiva, uma lentificação psíquica e motora, um
desgosto da existência e, às vezes, por ideias delirantes de
auto-acusação, de indignidade ou de incurabilidade.
Motivação:
A motivação inscreve-se na função de relação do
comportamento. Graças a ela as necessidades transformam-se em
objectivos, planos e projectos: o sujeito procura activamente
formas de interacções de modo que certas relações com certos
objectos são exigidas ou indispensáveis ao funcionamento. O
psicólogo estuda as variáveis da situação no seio das redes de
relações, porque a complexidade das necessidades se mede pela
complexidade do funcionamento: é ela que desperta necessidades
latentes.
Designa um tipo de perturbação psicológica (de carácter
funcional). É menos desorganizadora das estruturas da
personalidade do que outras perturbações como, por exemplo a
psicose. São síndromes caracterizadas por queixas subjectivas ou
objectivas, mas em que o indivíduo revela lucidez de
consciência, apesar da acentuada carga afectiva. Na concepção de
Freud, a neurose remete, sobretudo, para um conjunto de sintomas
que representam, simbolicamente, um conflito psíquico recalcado.
Actividade de aconselhamento destinada aos adolescentes e aos
adultos a fim de os ajudar a tomarem decisões ligadas à vida
profissional. Desenrola-se em três planos: estimular os esforços
activos de informação sobre as profissões, sobre as carreiras e
sobre o próprio; ajudar a obter esclarecimentos sobre as
formações, as exigências das profissões, e as saídas; elaborar
dados descritivos sobre as aptidões, a personalidade, os
interesses e as motivações do indivíduo, e perspectivar com ele
as informações de maneira a que ele as integre nos seus planos
de formação e de carreira.
Perturbação mental grave, do tipo psicótico, caracterizada
por delírios relativamente bem sistematizados e ordenados
(síndromes paranóicos) ou outros menos coerentes e até ilógicos
(síndromes paranóides). Ambos, profundamente instalados na
personalidade do doente. Os temas delirantes de uns e outros são
relativamente semelhantes, envolvendo sempre um sentimento de
ameaça.
Perturbação Borderline:
Define-se como uma entidade intermédia entre uma estrutura
neurótica e uma estrutura psicótica. Trata-se de uma doença do
narcisismo com sintomatologia depressiva importante. Destaca-se
também a importância da angústia, das passagens ao acto, das
ameaças à auto-identidade, entre muitas outras características.
Perturbações de comportamento:
Designa um conjunto de perturbações manifestadas no decurso
do projecto educativo do indivíduo: disfuncionamentos e
desarmonias cognitivas, atrasos afectivos, conflitos relacionais
hétero ou auto-agressivos e variáveis no decorrer do
desenvolvimento. Nos adolescentes são de referir os
comportamentos de risco, os agidos e a tendência à somatização.
Psicanálise:
Freud dá da psicanálise uma definição tripla: processo de
investigação específica das formações de pensamentos
inconscientes (conteúdo latente); método terapêutico das
perturbações neuróticas; nova disciplina no campo da psicologia.
Enquanto método terapêutico assenta na relação real e
fantasmática com o psicanalista (transferência) na qual são
reactivadas as formações inconscientes implicadas no conflito
neurótico.
Psicodrama:
Técnica de psicoterapia que utiliza a improvisação de cenas
dramáticas sobre um determinado tema, por um grupo de
indivíduos, e que visa a exploração do psiquismo bem como o
desenvolvimento da espontaneidade individual.
Psicopatologia:
Tem por objecto as condutas patológicas e a descrição do seu
funcionamento. Considera a génese e os processos que permitem a
sua mudança. Enquanto ramo da Psicologia, a psicopatologia
apoia-se no conhecimento do funcionamento normal para destacar,
descrever e analisar os comportamentos patológicos.
Psicopedagogia:
Aplicação dos princípios da Psicologia à Pedagogia. A
Psicopedagogia é uma das abordagens possíveis da situação
educativa, aquela que tem em conta os seus componentes
psicológicos: características dos indivíduos e grupos, relações
professores-alunos, articulação de conteúdos e métodos com os
processos individualizados de aprendizagem , entre outros.
Psicose Maníaco-Depressiva:
Psicose de evolução alternante, passando de um estado de
excitação (maníaco) a um estado depressivo (melancólico). Os
dois estados são separados por um intervalo de remissão que pode
ser de algumas semanas a alguns anos.
Psicose:
Trata-se de uma perturbação mental grave que afecta o sentido
da realidade (na maior parte das vezes há perda do contacto com
a realidade). O indivíduo com esta perturbação não reconhece a
gravidade dos seus sintomas e situação clínica, ou, dito de um
outro modo, não é capaz de ter crítica adequada. É frequente
opor-se psicose a neurose, como dois modos de funcionamento
mental.
Psicossomática:
Corpo de conhecimentos empíricos e observações práticas que
dizem respeito ao papel dos processos simbólicos e seus
correlatos emocionais, bem como consequências comportamentais na
saúde e na doença. Surgindo por oposição a um tecnicismo
crescente em Medicina, valoriza a doença e o doente na sua
globalidade, incluindo os aspectos psicológicos, situacionais e
existenciais do mesmo.
Psicoterapia:
A psicoterapia é um tratamento, de natureza psicológica, que
se desenvolve entre um técnico profissional e uma pessoa que
pede ajuda para as suas perturbações emocionais. Assume como
finalidad e eliminar ou diminuir o sofrimento e os problemas do
comportamento do paciente, visando um conhecimento mais profundo
de si, dos seus limites e possibilidades. A psicoterapia pode
ser feita através de diferentes métodos ou abordagens:
psicoterapia cognitivo-comportamental, a psicoterapia de
inspiração analítica, a psicoterapia sistémica, entre outras.
Existem psicoterapias individuais, de casal, de grupo e da
família.
Uma sessão de psicoterapia tem duração e frequência variável.
Destina-se a pessoas que se querem conhecer melhor, que têm
algum transtorno, que estão a passar por um momento de crise ou
ainda que necessitam de ajuda psicológica por outros motivos.
Noção psicanalítica na qual a realidade deve ser entendida
como o que se opõe às aparências e se esconde por detrás delas.
Por um lado, destina-se a sublinhar que a actividade psíquica
produz efeitos psíquicos que não são menos reais do que as dos
acontecimentos ou das experiências do mundo exterior. Por outro
lado, a noção de realidade psíquica aplica-se ao que aparece
como o mais real no psíquico: os desejos inconscientes (o seu
reconhecimento, realização ou recusa).
O termo "stress" é utilizado em psicologia para evocar as
múltiplas dificuldades a que o indivíduo tem de fazer face (os
acontecimentos stressantes da vida, também chamados
acontecimentos vitais) e os meios de que ele dispõe para gerir
estas perturbações.
Suicídio:
Em situações de sofrimento intenso, o indivíduo faz esforços
para se libertar daquilo que julga ser a origem da sua dor. É
neste contexto que surge o suicídio ou a tentativa do mesmo.
Classicamente, o suicídio é o homicídio de si mesmo,
referindo-se portanto, a qualquer caso de morte que resulte de
um acto executado pela própria vítima e que ela sabia produzir
esse resultado. O suicídio é por si só um comportamento
psicopatológico. Quer se trate de uma verbalização ou do
comportamento propriamente dito, deve ser tratado com cuidado,
pois traduz um pedido de ajuda que merece a atenção dos próximos
significativos e do clínico.
Terapia conjunta centrada no relacionamento amoroso, visando:
-
Desenvolver capacidades de resolução de problemas
-
Aliviar problemas sexuais
-
Avaliar as crenças e expectativas quanto ao relacionamento
-
Procurar a diminuição progressiva dos conflitos graves
-
Enriquecer os comportamentos positivos
-
Melhorar a comunicação
-
Mudar padrões de comportamento que levam à discórdia
conjugal
O objectivo maior na terapia de casal é a satisfação
conjugal.
Terapia Familiar:
Processo psicoterapêutico realizado com o sistema familiar
que, habitualmente, se baseia na entrevista interpessoal
conjunta. É uma forma de auxiliar a família na busca de novos
caminhos para uma melhor convivência entre os seus membros. Este
tipo de terapia visa o auto-conhecimento dos elementos da
família assim como das relações estabelecidas entre eles, a fim
de possibilitar que a família encontre a resolução dos conflitos
e uma maneira mais saudável de conviver e comunicar.
Trauma:
Conceito que remete para um acontecimento de vida, de grande
intensidade ou em relação ao qual o indivíduo não foi capaz de
lhe responder adequadamente. Geralmente, está na base de uma
desorganização psíquica.
BIBLIOGRAFIA
ALARCÃO, M. (2002). Desequilíbrios
Familiares. Coimbra: Quarteto.
BERGERET, J. (1997). Personalidade
Normal e Patológica. Climepsi Editores, Lisboa.
DORON, R. & PARROT, F. (2001). Dicionário
de Psicologia. Climepsi Editores, Lisboa.
FLEMMING, M. (2003). Dor
sem Nome – Pensar o Sofrimento. Edições Afrontamento,
Porto.
MACWILLIAMS, N. (2005). Diagnóstico
Psicanalítico. Climepsi
Editores, Lisboa.
Paixão, R . (2002). Manual
de Psicopatologia Infantil e Juvenil. Vol.II, Edição do
Autor.
SCHARFETTER, C. (1997). Introdução
à Psicopatologia Geral. Climepsi Editores, Lisboa.