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Glossário

BIBLIOGRAFIA USADA NA ELABORAÇÃO DESTE GLOSSÁRIO:
ALARCÃO, M. (2002). Desequilíbrios Familiares. Coimbra: Quarteto.
BERGERET, J. (1997). Personalidade Normal e Patológica. Climepsi Editores, Lisboa.
DORON, R. & PARROT, F. (2001). Dicionário de Psicologia. Climepsi Editores, Lisboa.
FLEMMING, M. (2003). Dor sem Nome – Pensar o Sofrimento. Edições Afrontamento, Porto.
MACWILLIAMS, N. (2005). Diagnóstico Psicanalítico. Climepsi Editores, Lisboa.
Paixão, R . (2002). Manual de Psicopatologia Infantil e Juvenil. Vol.II, Edição do Autor.
SCHARFETTER, C. (1997). Introdução à Psicopatologia Geral. Climepsi Editores, Lisboa.


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ABUSO DE SUBSTÂNCIAS
O abuso de substâncias constitui uma perturbação do comportamento caracterizada pelo desejo ou necessidade compulsiva da procura de um tóxico, quer pelos efeitos benéficos, quer para suprimir os efeitos psíquicos desagradáveis do desmame. A finalidade pretendida por quem faz um uso errado e/ou abusivo das substâncias é, sobretudo, modificar o seu estado de humor, as percepções e os estados de consciência. Deste modo, a perturbação da saúde mental está sempre subjacente ao abuso de substâncias.

ADOLESCÊNCIA
É o período da vida do ser humano que vai do fim da infância até ao início da idade adulta. Este é marcado por diversas mudanças físicas e psicológicas, principalmente na área da sexualidade.

AFECTIVIDADE
Engloba estados ou experiências subjectivas tão diversas como as paixões, as emoções, os sentimentos, a ansiedade, a angústia, a tristeza, a alegria, bem como as sensações de prazer e de dor.

AFECTO
Estado subjectivo, vago, penoso ou agradável, podendo exprimir-se maciçamente ou sob a forma de um cambiante ou tonalidade.

ALUCINAÇÃO
De difícil descrição, as alucinações são frequentemente definidas com a ajuda de metáforas como “vozes interiores”, “palavras sem som”,“vozes sem ruído”, tendo em conta que não possuem um carácter de exterioridade. Isto é, são percepções internas puramente intelectuais.

ANGÚSTIA
Em termos clássicos, é definida como um medo sem objecto e ligada a uma perda, existente ou antecipada. É a Freud que se deve a descrição das manifestações da angústia, com destaque para a inquietação crónica, o ataque de angústia, os equivalentes físicos, as obsessões e os medos ilegítimos e selectivos denominados por fobias, e as obsessões. A angústia está presente numa grande variedade de alterações do estado mental, como os estados depressivos, psicoses agudas, estados esquizofrénicos, entre outras. A angústia, primária ou secundária, isolada ou associada a dispositivos de fuga (fobia) ou de luta (obsessão), apresenta características idênticas. Em regra, distingue-se a angústia psíquica da angústia física.

ANOREXIA
É uma perturbação marcada pela restrição alimentar. Nem sempre implica perda de apetite, podendo afirmar-se que se trata de uma recusa alimentar deliberada. As síndromas de anorexia mental, típicas do segundo semestre de vida e da adolescência, são complexas e multi-determinadas. A anorexia mental, na adolescência, normalmente feminina, comporta, para além do emagrecimento, a obsessão de engordar, com ausência de inquietação com o emagrecimento, hiperactividade e amenorreia. Os conflitos intra-familiares são muitas vezes frequentes nestes casos. Devido à sua gravidade, este quadro justifica uma acção terapêutica especializada.

ANSIEDADE
Emoção gerada pela antecipação de um perigo vago, de difícil previsão e controlo. Transforma-se em medo face a um perigo bem identificado. A ansiedade faz-se acompanhar por modificações fisiológicas e hormonais características dos estados de activação elevada e, muitas vezes, está associada ao comportamento de conservação-retirada ou a condutas de evitamento. As perturbações ansiosas incluem as fobias (medo irracional e excessivo), as crises de angústia ou ataques de pânico, a ansiedade generalizada, manifestações obsessivas e compulsivas e a ansiedade pós-traumática.

ATRASO MENTAL
Termo geral que, actualmente, traduz o atraso mais grave no desenvolvimento intelectual da criança. Pode tratar-se de uma insuficiência maciça ou de uma paragem muito precoce do desenvolvimento das capacidades intelectuais, associada normalmente a indivíduos com sérias dificuldades de autonomia e de adaptação social fora do meio familiar ou fora de um meio protegido (instituições especializadas). A fala é inexistente ou rudimentar e as suas aquisições não ultrapassam as da primeira infância.

AUTISMO
Recolhimento fixo e generalizado sobre o mundo interior do sujeito que recusa assim o contacto com o mundo exterior. Aparece, por vezes, desde o 1º ano de vida e exprime-se por uma incapacidade em estabelecer relações normais com os que estão à volta (indiferença), estereotipias (comportamentos repetitivos), assim como uma fala bizarra e cerrada.

AUTODESTRUIÇÃO
Manifestações de tendências suicidárias, de tentativas de suicídio, passagens ao acto, perda da respeitabilidade de si mesmo… Há quem considere (nomeadamente suicidólogos) que existem alguns traços comuns nos indivíduos autodestrutivos: morosidade, depressão, alienação, angústia e uma exposição ao risco suicidário, que varia com a idade, sexo e posição social.

AUTO-ESTIMA
É uma implicação do valor que uma pessoa atribui aos diversos elementos do conceito que ela tem de si mesma (componente avaliativa ou afectiva do auto-conceito). Este valor resulta de processos de interiorização e de comparações sociais mais ou menos selectivas.

AUTO-MUTILAÇÃO
Conjunto de configurações motoras, destrutivas, inflingidas pelo sujeito ao seu próprio corpo. Podem ser divididas em dois subgrupos de comportamentos: os comportamentos auto-mutiladores primitivos, mutilações de intensidade variável, frequentes até à idade de dois anos, e que desaparecem normalmente depois (mordeduras, arranhadelas, roedura de unhas) e os comportamentos automutiladores estruturados e orientados, mutilações sempre intensas, quer pela sua repetição quer pela sua força, que é o sinal de uma patologia como as espectaculares cabeçadas contra as paredes das crianças privadas de cuidados maternos ou dos sujeitos psicóticos. Qualquer que ela seja, a automutilação é considerada geralmente uma conduta auto-agressiva, associando-se ou não a condutas heteroagressivas, mas também como uma conduta de comunicação social (em particular pelos etologistas). Uma generalização desta noção fez entrar toda uma série de condutas complexas como por exemplo as tentativas de suicídio, no campo funcional da intenção automutiladora.


| B |

BULIMIA
Quadro caracterizado por episódios recorrentes de ingestão compulsiva de alimentos. A ingestão alimentar é quase sempre solitária, mais ou menos impulsiva, realizada por vezes sem prazer. É percebida como uma necessidade irreprimível. É uma descarga que tem uma função antidepressiva, ansiolítica e, sobretudo, de evitamento da actividade de pensar e sentir, mas ela é seguida por sentimentos de vergonha e de humilhação.


| C |

CONFLITO PSÍQUICO
Expressão de exigências internas inconciliáveis, tais como desejos e representações opostas ou, de modo mais específico, forças pulsionais antagonistas. Pode ser manifesto ou latente (neste caso o sintoma é a expressão manifesta dessa realidade latente).

CONFUSÃO MENTAL
Estado psíquico patológico caracterizado por uma “turvação” da consciência, uma desorientação espácio-temporal, um delírio onírico alucinatório e uma perturbação da memória. Num estado de confusão mental, o indivíduo pode desorientar-se no tempo, no espaço ou em relação a si próprio, podendo mesmo actuar como se estivesse noutro local e noutro tempo. Em termos gerais, a confusão mental é frequentemente interpretada como uma perturbação da consciência, remetendo assim a uma perturbação que afecta as relações do indivíduo com a realidade e com a sua história.

CULPABILIDADE
A culpabilidade é um termo normalmente associado ao sentimento de ser o responsável pela ocorrência de determinada circunstância. Refere-se quer ao estado do indivíduo confessamente culpado, quer ao sentimento de culpa ligado à transgressão de um interdito ou violação da regra moral. Todavia, o sentimento de culpa é muitas vezes infundado e pode levar a que a pessoa desenvolva patologias mentais marcadas, por vezes, por delírios de auto-acusação ou tentativas de autopunição. Noutras situações, a culpabilidade está mascarada por sintomas ansiosos e fóbicos.


| D |

DELINQUÊNCIA
Trata-se de actividades agressivas e nocivas legalmente reprimidas. São condutas sintomáticas complexas e multidimensionais, cuja significação varia entre um simples apelo e a expressão de uma perturbação psicopática. Revela essencialmente uma patologia da identidade, do vínculo e dos limites. Contudo, durante a adolescência ela tem em geral um carácter transitório e reactivo.

DESCOMPENSAÇÃO
Em termos gerais, refere-se a um estado de crise ou a qualquer mudança brusca no equilíbrio das estruturas mentais habituais.

DISLEXIA
Perturbação patológica do mecanismo da leitura que se processa com deformações, lacunas e erros; por extensão, toda a perturbação na identificação, compreensão e reprodução de símbolos escritos.

DOENÇA MENTAL
Pressupõe a falha parcial ou total, temporária ou permanente do equilíbrio das estruturas mentais. Em sentido lato, o conceito de doença mental baseia-se no sofrimento, na falha e na perda de relações. De um modo geral, estar doente mentalmente. O comportamento de doença implica: a existência de queixas, o sentimento prático de medo, de insegurança, de dependência, de necessidade de apoio, defesa, necessidade de tratamento e pedido de ajuda. Deste modo, a promoção da saúde mental passa sobretudo por uma compreensão e análise das dificuldades emocionais e relacionais e ainda por dotar o indivíduo ou pessoa de novas formas de se pensar a si e das relações que mantém com os outros, para que possa elaborar e transformar o seu sofrimento.

DOR
Afecto que se experiencia quando se dá um dano narcísico dentro do ego. Ocorre, por exemplo, no contexto da perda de um objecto de amor, quando quantidades de libido dentro do ego se afastam da ideia do objecto real. É um sinal que alerta o ego para um dano ou uma perda possível (Szasz). A depressão, sendo uma das respostas possíveis à dor, surge quando falha a resposta entendida como normal: a agressividade, dirigida à fonte de dor.


| E |

EMBOTAMENTO AFECTIVO
Trata-se de um estado afectivo, em que não se detecta de todo a compreensível afecção relacional, dando à pessoa a sensação de não ter sentimentos, como se estivesse alheio aos sinais do contexto relacional, persistindo indiferentemente na sua actividade, como se fosse um “robot”, por perda da natural empatia e da co-vivência da intencionalidade dos outros.

ENCOPRESE
Falta de controlo do esfíncter anal. Na criança, a encoprese só pode ser definida quando este ultrapassa a idade normal para o controlo do esfíncter.

ENURESE
Emissão de urina de carácter involuntário e inconsciente, normalmente durante o sono, em crianças com uma idade em que seria esperado que já tivessem adquirido o controle completo desta função.

EVITAMENTO
Em psicopatologia designa uma atitude ou conduta destinada a afastar-se de uma situação ou a impedir a produção de um pensamento ou acto, porque são geradores de angústia.


| F |


| G |

GERONTOLOGIA
A Gerontologia é uma ciência multidisciplinar que estuda o processo de envelhecimento, especializada no diagnóstico, terapêutica e reabilitação das doenças relacionadas, tais como, Parkinson, Alzheimer, entre outros processos demenciais que possam surgir.


| H |

HIPERACTIVIDADE
Supondo o seu carácter mórbido testemunha uma incapacidade do sujeito em se comprometer no desempenho da totalidade de uma acção. Traduz-se muitas vezes numa agitação motora muito elevada e numa incapacidade de manter a concentração em tempo suficiente para a conclusão de uma determinada tarefa.

HIPOCONDRIA
Interpretação irreal de sensações ou de sinais físicos experimentados como anormais e que conduzem ao medo ou à convicção de sofrer de uma doença. O hipocondríaco tem a tendência para determinar as causas das doenças das quais pensa sofrer.

HISTERIA
É um quadro neurótico caracterizado por uma hiper-expressividade das ideias, imagens e emoções inconscientes. Os sintomas psicomotores, sensoriais ou vegetativos constituem os fenómenos de conversão. A personalidade subjacente manifesta-se pela sugestionabilidade, teatralismo e perturbações de natureza sexual.


| I |

IMAGINÁRIO
É o domínio da imaginação criadora, que se traduz em diferentes representações sensíveis dos objectos reais ou de situações vividas: sonhos, mitos, obras de arte. Do ponto de vista psicanalítico menciona-se para além do sonho, o fantasma, e o tema do romance familiar.

IMPULSIVIDADE
Disposição para condutas que remetem para a falta de controlo. É um comportamento súbito, brusco, inesperado, que com frequência se pode até tornar perigoso e que é percebido pelo indivíduo como uma necessidade imperiosa, de difícil controlo. O afecto que está associado a este tipo de conduta, é normalmente intenso, mas de natureza diversa (por exemplo, sexual ou destrutiva: o atentado ao pudor, o consumo de tóxicos , o roubo, o incêndio, o assassínio, a automutilação, o suicídio).

INSUCESSO ESCOLAR
É um termo utilizado no âmbito do sistema de ensino-aprendizagem, para caracterizar o fraco rendimento escolar dos alunos que, por razões de vária ordem, não puderam alcançar resultados satisfatórios no decorrer ou no final de um determinado período escolar e, por conseguinte, reprovaram. Os factores de insucesso escolar podem ser de três ordens: factores que se referem ao ambiente social dos alunos, à estrutura escolar e às características individuais do aluno.


| J |


| K |


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LUTO
O luto constitui a reacção à perda (morte, separação, entre outras). Tem inúmeras expressões: o vazio, o medo, a dor (intensa), a tristeza, a agressividade, a fúria, a não-aceitação da realidade, as “fugas para a frente”, a depressão, os pesadelos, os comportamentos aditivos, entre outras.


| M |

MASOQUISMO
Tendência para virar contra si os afectos, atitudes e percepções negativas, devido à ilusão que o processo nos dá de controlarmos melhor as situações perturbadoras.

MAUS TRATOS
Os maus tratos podem remeter quer para violência física, quer para a violência psicológica. Abusos físicos, violências psicológicas e negligência (onde se inclui a carência de cuidados) constitui um problema muito frequente e de consequências muito graves. Estas consequências podem ser de diversas ordens: bloqueios no crescimento, atrasos psicomotores ou perturbações do comportamento. Umas são de ordem física: enurese, encoprese, perda de apetite; outras são de ordem emocional: dependência, depressividade, dificuldades relacionais, mas também sentimentos de culpabilidade, um sentimento de profundo medo ou aflição; outras de ordem cognitiva: dificuldades de atenção e perseverança, atraso intelectual; e ainda de ordem comportamental: delinquência, agressividade, prostituição, condutas autodestrutivas, etc.

MECANISMOS DE DEFESA
“Freud designa com este termo o conjunto dos sistemas de protecção do Ego, contra as agressões internas (de ordem pulsional) e externas, susceptíveis de implementar fontes de excitação e, consequentemente, de se constituírem como fontes de desprazer. Com Anna Freud a noção de mecanismo de defesa constitui-se como um conceito central na teoria analítica. Para esta autora os mecanismos de defesa «intervêm contra as agressões pulsionais, mas também contra todas as fontes exteriores de angústia, incluindo as mais concretas. O desenvolvimento desta perspectiva globalizante implicou (…) que (…) o objectivo da psicanálise passou a consistir em ajudar as defesas da pessoa a consolidar a sua integridade” (Rui Paixão, Manual de Psicopatologia Infantil e Juvenil, 2002).

MEDO
Refere-se a uma emoção desencadeada por um estímulo que tem valor de perigo para o indivíduo. Existem condutas opostas associadas ao medo, que vão da fuga à imobilidade. Contudo, trata-se de uma reacção emocional adaptativa, mas toma formas patológicas quando a imobilidade resignada predomina sobre as condutas activas possíveis, quando a emoção se generaliza exageradamente (como por exemplo, nas fobias), ou quando se instala no tempo muito para lá do momento em que o indivíduo está efectivamente exposto ao perigo, quer por antecipação, quer por persistência do estado emocional (ansiedade, angústia…).

MELANCOLIA
Afecção mental caracterizada por uma depressão mais ou menos acentuada, um sentimento de incapacidade, de tristeza e de indiferença afectiva, uma lentificação psíquica e motora, um desgosto da existência e, às vezes, por ideias delirantes de auto-acusação, de indignidade ou de incurabilidade.

MOTIVAÇÃO
A motivação inscreve-se na função de relação do comportamento. Graças a ela as necessidades transformam-se em objectivos, planos e projectos: o sujeito procura activamente formas de interacções de modo que certas relações com certos objectos são exigidas ou indispensáveis ao funcionamento. O psicólogo estuda as variáveis da situação no seio das redes de relações, porque a complexidade das necessidades se mede pela complexidade do funcionamento: é ela que desperta necessidades latentes.


| N |

NEUROSE
Designa um tipo de perturbação psicológica (de carácter funcional). É menos desorganizadora das estruturas da personalidade do que outras perturbações como, por exemplo a psicose. São síndromes caracterizadas por queixas subjectivas ou objectivas, mas em que o indivíduo revela lucidez de consciência, apesar da acentuada carga afectiva. Na concepção de Freud, a neurose remete, sobretudo, para um conjunto de sintomas que representam, simbolicamente, um conflito psíquico recalcado.


| O |

ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Actividade de aconselhamento destinada aos adolescentes e aos adultos a fim de os ajudar a tomarem decisões ligadas à vida profissional. Desenrola-se em três planos: estimular os esforços activos de informação sobre as profissões, sobre as carreiras e sobre o próprio; ajudar a obter esclarecimentos sobre as formações, as exigências das profissões, e as saídas; elaborar dados descritivos sobre as aptidões, a personalidade, os interesses e as motivações do indivíduo, e perspectivar com ele as informações de maneira a que ele as integre nos seus planos de formação e de carreira.


| P |

PARANÓIA
Perturbação mental grave, do tipo psicótico, caracterizada por delírios relativamente bem sistematizados e ordenados (síndromes paranóicos) ou outros menos coerentes e até ilógicos (síndromes paranóides). Ambos, profundamente instalados na personalidade do doente. Os temas delirantes de uns e outros são relativamente semelhantes, envolvendo sempre um sentimento de ameaça.

PEDIATRIA
A Pediatria é a especialidade médica dedicada à assistência à criança e ao adolescente, nos seus diversos aspetos, podendo ser curativa ou preventiva.

PEDOPSIQUIATRIA
A Pedopsiquiatria é uma especialidade médica, autónoma da Psiquiatria, especializada no diagnóstico, tratamento e acompanhamento das perturbações que afetam as crianças e adolescentes.

PERTURBAÇÃO BORDERLINE
Define-se como uma entidade intermédia entre uma estrutura neurótica e uma estrutura psicótica. Trata-se de uma doença do narcisismo com sintomatologia depressiva importante. Destaca-se também a importância da angústia, das passagens ao acto, das ameaças à auto-identidade, entre muitas outras características.

PERTURBAÇÕES DE COMPORTAMENTO
Designa um conjunto de perturbações manifestadas no decurso do projecto educativo do indivíduo: disfuncionamentos e desarmonias cognitivas, atrasos afectivos, conflitos relacionais hétero ou auto-agressivos e variáveis no decorrer do desenvolvimento. Nos adolescentes são de referir os comportamentos de risco, os agidos e a tendência à somatização.

PSICANÁLISE
Freud dá da psicanálise uma definição tripla: processo de investigação específica das formações de pensamentos inconscientes (conteúdo latente); método terapêutico das perturbações neuróticas; nova disciplina no campo da psicologia. Enquanto método terapêutico assenta na relação real e fantasmática com o psicanalista (transferência) na qual são reactivadas as formações inconscientes implicadas no conflito neurótico.

PSICODRAMA
Técnica de psicoterapia que utiliza a improvisação de cenas dramáticas sobre um determinado tema, por um grupo de indivíduos, e que visa a exploração do psiquismo bem como o desenvolvimento da espontaneidade individual.

PSICOPATOLOGIA
Tem por objecto as condutas patológicas e a descrição do seu funcionamento. Considera a génese e os processos que permitem a sua mudança. Enquanto ramo da Psicologia, a psicopatologia apoia-se no conhecimento do funcionamento normal para destacar, descrever e analisar os comportamentos patológicos.

PSICOPEDAGOGIA
Aplicação dos princípios da Psicologia à Pedagogia. A Psicopedagogia é uma das abordagens possíveis da situação educativa, aquela que tem em conta os seus componentes psicológicos: características dos indivíduos e grupos, relações professores-alunos, articulação de conteúdos e métodos com os processos individualizados de aprendizagem , entre outros.

PSICOSE MANÍACO-DEPRESSIVA
Aplicação dos princípios da Psicologia à Pedagogia. A Psicopedagogia é uma das abordagens possíveis da situação educativa, aquela que tem em conta os seus componentes psicológicos: características dos indivíduos e grupos, relações professores-alunos, articulação de conteúdos e métodos com os processos individualizados de aprendizagem , entre outros.

PSICOSE
Trata-se de uma perturbação mental grave que afecta o sentido da realidade (na maior parte das vezes há perda do contacto com a realidade). O indivíduo com esta perturbação não reconhece a gravidade dos seus sintomas e situação clínica, ou, dito de um outro modo, não é capaz de ter crítica adequada. É frequente opor-se psicose a neurose, como dois modos de funcionamento mental.

PSICOSSOMÁTICA
Corpo de conhecimentos empíricos e observações práticas que dizem respeito ao papel dos processos simbólicos e seus correlatos emocionais, bem como consequências comportamentais na saúde e na doença. Surgindo por oposição a um tecnicismo crescente em Medicina, valoriza a doença e o doente na sua globalidade, incluindo os aspectos psicológicos, situacionais e existenciais do mesmo.

PSICOTERAPIA
A psicoterapia é um tratamento, de natureza psicológica, que se desenvolve entre um técnico profissional e uma pessoa que pede ajuda para as suas perturbações emocionais. Assume como finalidad e eliminar ou diminuir o sofrimento e os problemas do comportamento do paciente, visando um conhecimento mais profundo de si, dos seus limites e possibilidades. A psicoterapia pode ser feita através de diferentes métodos ou abordagens: psicoterapia cognitivo-comportamental, a psicoterapia de inspiração analítica, a psicoterapia sistémica, entre outras. Existem psicoterapias individuais, de casal, de grupo e da família. Uma sessão de psicoterapia tem duração e frequência variável. Destina-se a pessoas que se querem conhecer melhor, que têm algum transtorno, que estão a passar por um momento de crise ou ainda que necessitam de ajuda psicológica por outros motivos.

PSIQUIATRIA
A Psiquiatria é a especialidade médica que diagnostica e trata as diferentes formas de sofrimento mental, os transtornos da mente, da personalidade, dos afetos e do comportamento.


| Q |


| R |

REALIDADE PSÍQUICA
Noção psicanalítica na qual a realidade deve ser entendida como o que se opõe às aparências e se esconde por detrás delas. Por um lado, destina-se a sublinhar que a actividade psíquica produz efeitos psíquicos que não são menos reais do que as dos acontecimentos ou das experiências do mundo exterior. Por outro lado, a noção de realidade psíquica aplica-se ao que aparece como o mais real no psíquico: os desejos inconscientes (o seu reconhecimento, realização ou recusa).


| S |

STRESS
O termo "stress" é utilizado em psicologia para evocar as múltiplas dificuldades a que o indivíduo tem de fazer face (os acontecimentos stressantes da vida, também chamados acontecimentos vitais) e os meios de que ele dispõe para gerir estas perturbações.

SUICÍDIO
Em situações de sofrimento intenso, o indivíduo faz esforços para se libertar daquilo que julga ser a origem da sua dor. É neste contexto que surge o suicídio ou a tentativa do mesmo. Classicamente, o suicídio é o homicídio de si mesmo, referindo-se portanto, a qualquer caso de morte que resulte de um acto executado pela própria vítima e que ela sabia produzir esse resultado. O suicídio é por si só um comportamento psicopatológico. Quer se trate de uma verbalização ou do comportamento propriamente dito, deve ser tratado com cuidado, pois traduz um pedido de ajuda que merece a atenção dos próximos significativos e do clínico.


| T |

TERAPIA DE CASAL
Terapia conjunta centrada no relacionamento amoroso, visando:
- Desenvolver capacidades de resolução de problemas
- Aliviar problemas sexuais
- Avaliar as crenças e expectativas quanto ao relacionamento
- Procurar a diminuição progressiva dos conflitos graves
- Enriquecer os comportamentos positivos
- Melhorar a comunicação
- Mudar padrões de comportamento que levam à discórdia conjugal
O objectivo maior na terapia de casal é a satisfação conjugal.

TERAPIA FAMILIAR
Processo psicoterapêutico realizado com o sistema familiar que, habitualmente, se baseia na entrevista interpessoal conjunta. É uma forma de auxiliar a família na busca de novos caminhos para uma melhor convivência entre os seus membros. Este tipo de terapia visa o auto-conhecimento dos elementos da família assim como das relações estabelecidas entre eles, a fim de possibilitar que a família encontre a resolução dos conflitos e uma maneira mais saudável de conviver e comunicar.

TRAUMA
Conceito que remete para um acontecimento de vida, de grande intensidade ou em relação ao qual o indivíduo não foi capaz de lhe responder adequadamente. Geralmente, está na base de uma desorganização psíquica.


| U |


| V |


| W |


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